sexta-feira, 6 de julho de 2012

As benditas fraldas



Já estávamos desistindo da ideia de substituir as fraldas convencionais por outras menos impactantes. Mas agora o projeto ganhou força total e vem contando com grandes dicas da Catarina, educadora ambiental e mãe do Davi. Ela alterna o uso de fraldas biodegradáveis com fraldas de pano.

As biodegradáveis são gringas e caras, assim o projeto só se viabiliza com a ajuda de amigos, através do chá de fraldas que estamos organizando. Apesar do “paradoxo ambiental” em ter que comprar fraldas importadas, considero uma forma de estimular os fabricantes nacionais a investirem nesses produtos para não perderem mercado. As marcas testadas e aprovadas pelo pequeno Davi são: Nature Babycare (http://www.naty.com/), Moltex (http://www.moltex.de/) e Wiona (http://www.wiona.com.br/), esta última com venda no Brasil. 

Já as de pano moderninhas tem boas opções nacionais. Também são caras, mas sua durabilidade grante uma boa relação custo/benefício. Estudos empíricos mostram que as crianças que usam fraldas de pano se tornam independentes das fraldas mais cedo, certamente porque os pais investem mais no aprendizado dos pimpolhos para se livrarem da trabalheira de lavar as fraldas. Também por indicação da catarina, vou começar com a marca Dipano (http://www.fraldasdipano.com.br).

Pedalar pela cidade e estrada afora são aventuras nas quais eu (relativamente) me garanto. Mas essa aventura de ser ecológica com as fraldas com certeza vai ser um dos maiores desafios da minha vida! Vamos nessa...


O nome - parte final


Quadrinho para porta da maternidade, feito pela vovó coruja!

As mães com certeza sabem exatamente o motivo da ausência de textos publicados nas últimas semanas. Vai chegando mais perto do grande dia e o tempo vai ficando curto pra tudo que a gente quer/precisa fazer.

Com minha boa recuperação voltei a ter uma vida normal, com moderações que em nada me incomodam depois de um longo tempo de repouso e incertezas.

Nosso filhote já fez 34 semanas de barriga, o que praticamente elimina os riscos que ele corria. Essa semana, em mais uma sessão Bolotinha de ultrassom, ele se revelou um bebezão, já com 45cm e 2,3kg.

Quanto à minha promessa de revelar o seu nome aqui no blog, ficou meio furada, pois a maioria já soube por outros meios. Ainda assim, registro aqui nossa escolha. Que venha ao mundo o Cauê de Oliveira Bernhardt, um guri carioquinha-gaúcho genuinamente brasileiro, de nome indígena e sobrenomes português e alemão. A origem do nome é tupi e quer dizer “homem generoso, que usa a inteligência para fazer o bem”.

Alguns ficaram sabendo do nome ao me visitar e outros descobriram pela TV. Esse menino já foi ao ar desde a barriga em uma entrevista sobre ações sustentáveis que protagonizamos (http://migre.me/9yNsr).

A repercussão da matéria deu ainda um estímulo maior ao nosso empenho em tornar a existência desse bebê menos “onerosa” ao planeta. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Feliz da vida



Queridos amigos!

É com muita alegria que escrevo hoje. Faz um mês e meio que passei por uma cirurgia de emergência pra evitar que o bebê nascesse antes do tempo. O pós-cirúrgico era uma incógnita, que poderia variar entre ser bem sucedido sem nenhum transtorno ou provocar contrações e não evitar o trabalho de parto prematuro.

Não dá pra dizer que não passei por nenhum transtorno nesse período, mas todos foram de fundo emocional, com implicações fisiológicas no meu corpo e sem nenhuma complicação pra gestação. Nosso garotão tá ótimo, com 28 semanas de barriga e já tem 35 cm e pesa mais de 1kg.

Com tudo correndo bem, a Drª Léa já vai me liberar aos poucos para voltar às minhas atividades normais, desde que pegue leve e não passe por situações de estresse.  Já não passo mais os dias na cama e hoje dei uma caminhadinha na rua. Foi o máximo!

Agradeço muito o carinho de todos :-)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Agraciada e agradecida



Era dia de sessão Bolotinha na Drª Maria Teresa e estávamos animados pra ver nosso filhote. Dessa vez a ultra era morfológica, o que nos garantia 2 horários da agenda da médica. Quase um média metragem! Seguindo as orientações de livros e conhecidas, taquei 2 bombons pra dentro, pra deixar o bichinho animado e assim poder ver mais os seus movimentos, com detalhes de todos os ângulos.

Funcionou! O chocolate atiçou o moleque na medida certa e ele deu um show na telinha. Após as medições feitas no bebê a médica constatou que estava tudo bem com ele, porém desconfiou de uma complicação no meu útero. Então fez uma ultra complementar que confirmou sua suspeita. Eu estava com o colo do útero encurtado, o que na prática significa que era como se estivesse entrando em trabalho de parto aos 5 meses de gestação. Todo cuidado era necessário para evitar a evolução desse quadro, que poderia resultar em um aborto tardio.

Em uma demonstração de profissionalismo rara de se ver nos dias atuais, a Drª Maria Teresa foi muito criteriosa em seu exame, zelosa no trato comigo e atenciosa ao fazer contato com minha médica, garantindo que eu sairia de lá direto para o consultório dela.

Sentimentos confusos. Vivenciava uma mistura de tranquilidade, por ver meu bebê bem e sadio, com preocupação, por não saber direito como garantir que ele continuasse bem.

No exame clínico a médica constatou o encurtamento do colo e me diagnosticou com um tipo raro de deficiência denominado IIC (incompetência istmo cervical). Parece que o problema atinge 1 em cada 1000 mulheres e representa uma fragilidade muscular do colo, que vai cedendo com o peso da barriga. Como resultado, a grande maioria das mulheres que apresentam esse problema só o descobrem depois de 1 ou mais abortos tardios sem explicação. Nesse caso, não há contração, nem dor, nenhum sintoma. Assim, quando a mulher percebe que há algo de errado e procura socorro médico, o filho já está nascendo, porém muito novinho e sem condições de se manter fora do útero.

Ao saber disso, vivenciei um verdadeiro estado de graça, pois se Deus não existe, o acaso foi simplesmente divino comigo. O universo conspirou a nosso favor e garantiu que eu estivesse no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas para contornar um problema que eu nem mesmo suspeitava ter. Desde então dou graças a Deus todos os dias pela graça que recebi.

Como medida preventiva fui submetida a uma cirurgia chamada cerclagem, que consiste em costurar o colo do útero para evitar que se abra. Superado o risco cirúrgico, me mantenho em repouso absoluto para garantir que meu filhote continue no Planeta Barriga até que tenha condições de habitar o planetinha azul.

sábado, 12 de maio de 2012

Mamães existem




Em homenagem ao dia das mães, hoje me desvio dos textos autorais para publicar uma historinha fofa que recebi do meu irmão. O autor é desconhecido, mas é genial.

O CÉTICO E O LÚCIDO ...

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.

O primeiro pergunta ao outro:

- Você acredita na vida após o nascimento?

- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento.
Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.
Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível.  E comer com a boca? É totalmente ridículo!
O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa:
A vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto.

- Na verdade, certamente há algo.
Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida.
E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.

- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.

- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. 
Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela…


domingo, 15 de abril de 2012

O sexo, o nome




O momento em que saberíamos o sexo do nosso bebê não era motivo de ansiedade para mim e para o Edu. Não era, mas passou a ser lá pela septuagésima vez que alguém perguntou “é menino ou menina?”.

Algumas reações das pessoas ao redor de uma grávida são padrão, e para estas não há exceção. A primeira delas é ser tomado(a) de uma emoção em seu estágio mais puro, e experimentar uma sensação de felicidade pelo simples fato de saber que tem uma nova vida sendo gerada ali. É presenciar um milagre, e não há quem não seja tocado.

A grandiosidade desses sentimentos certamente não tem como ser expressa em palavras. No geral estas se limitam aos “parabéns”, que os novos pais sabem bem a plenitude de seu significado.

Na sequencia vem uma enxurrada de perguntas que vão desde o tempo de gestação, previsão para o parto, saúde da gestante e do bebê, e o sexo. Essa última nunca escapa, todos querem saber. Além disso, velada ou não, todos tem uma preferência.

Embora não estivéssemos ansiosos pra saber o sexo, eu sempre achei que lido melhor com meninos e por isso tendia a querer um XY. Já o Edu, tem mais facilidade com o sexo oposto e adoraria ser pai de uma menina. O tempo de espera da ultra, no entanto, foi o suficiente para que a gente enxergasse as maravilhas de ser menina ou menino, cada um com suas peculiaridades, mas ambos repletos de vantagens.

Com apenas 12 semanas, uma surpresa até para a médica, o danadinho já mostrou seus documentos e soubemos então que seremos pais de um homenzinho. Muito fofo, ainda cabeçudo, com perninhas finas, mas cheio de vida. O pequeno Bolotinha não se intimidou diante da câmera e se exibiu em todas as posições. Sacudiu braços e pernas, bebeu água e até fez xixi durante a ultra.

Mas, se antes de sabermos o sexo a pergunta seguinte já não se calava, após sua constatação não há uma só pessoa que não queira saber “qual o nome?”. Caramba, o nome! Não escolhemos. Pensa daqui, pensa de lá, lê livros, sites, revistas, créditos de filmes, abertura de novelas, diário de turmas..., e nada. Algumas opções, mas nenhuma decisão.


E assim estamos. Por enquanto o nosso pequeno ainda tem o carinhoso apelido de Bolotinha, mas logo que decidirmos vocês saberão pelo blog ;-)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O parto - parte 1




Ok! Confesso que sou ansiosa, mas até que me controlo direitinho com a ajuda de minha terapeuta – hihihi. Mas no que se refere à gravidez tenho me dado alta das seções e às vezes permito que a mente avance algumas casas, pra planejar capítulos ainda distantes.

De vez em quando me pego pensando em como será o chá de bebê, como fazer pra evitar os descartáveis, servir comidas saborosas e ao mesmo tempo saudáveis. Isso sem falar em vôos maiores, chegando a pensar em detalhes dos primeiros dias do bebê após retornar da licença maternidade. É gostoso imaginar, desde que o pensamento não ultrapasse para a fronteira da preocupação por antecipação. Quando chega perto, já corto logo e volto a curtir o presente.

Aquele coraçãozinho batendo é como uma canção, que me pego cantarolando sem perceber e fico bestiando distraída. Mas são as mesmas batidas que fincam meus pés no chão. Deixo novamente o presente e me transporto para o momento de seu nascimento. Como será? Ele terá a assistência necessária? Bons médicos, um bom hospital? Ops, ultrapassei a fronteira! Mas nesse caso não teve jeito. Assim, pus-me a refletir sobre a questão. Um equívoco com meu plano de saúde deixou em dúvida minha cobertura mais ampla, e a única garantia que tinha no momento era de uma cobertura simples em maternidades modestas.

Mas e quem não tem plano? E se eu mesma não tivesse plano nenhum? Estaria fadada a um risco muito grande? É incrível, mas esse quadro de insegurança me despertou uma percepção maravilhosa. Simplesmente senti que não devo entregar integralmente minhas condições de parto ao ato médico e à estrutura hospitalar. Sou eu a figura mais responsável pela qualidade do meu parto, não só após o início das contrações, mas desde o momento da concepção. Toda maneira como trabalho meu corpo e minhas emoções é preponderante para me garantir o nascimento de uma criança saudável, já que eu estou saudável e os exames apontam que o desenvolvimento embrionário segue em condições normais.

Daí por diante foi só começar a pesquisar mais sobre o assunto e curtir os meus primeiros preparativos para um bom parto!
Sobre o plano de saúde, depois que eu relaxei, recebi deles a autorização pra ter a cobertura diferenciada, com uma rede maior e melhor de hospitais. Sobre minha caminhada em busca da sustentabilidade, espero que um dia não tenhamos que ter planos de saúde, que aqueles que não podem pagar tenham acesso a condições iguais de assistência à saúde e finalmente que nos apropriemos mais de nossa saúde, que sejamos mais conhecedores do nosso corpo e possamos conduzi-lo a um estado de bem-estar, sem condicioná-lo prioritariamente ao ato médico.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Seu coração


Dizem que as grávidas fazem coisas estranhas, tem desejos esquisitos e que enlouquecem os maridos com suas maluquices. O fato é que não há regra, cada uma reage de um jeito aos benditos hormônios que explodem no nosso corpo e nos deixam à flor da pele.

Eu que não costumo tomar remédios alopáticos e nem sequer tomava anticoncepcional, sou sensível até mesmo a pequenas doses de substâncias usuais. Maracujá me dá sono e guaraná me deixa ligadona, boldo melhora minha digestão e massa me prende o intestino. Tudo que bate reage.

Assim foi com o aumento do HCG, os enjôos foram constantes a ponto de não conseguir fazer nada. As crises de choro também foram marcantes e minha alimentação mudou radicalmente. Nessas circunstâncias meus hábitos alimentares, tidos como saudáveis, foram abalados. Caramba, você se sente completamente enjoada e sem vontade de comer nada, mas quanto menos come, mais enjoada fica. Então, a regrinha de comer a cada 3 horas foi mantida, mas a qualidade dos alimentos foi drasticamente alterada. Nada de fibra, nada de verdura crua, nada de suquinho natural, nada disso me apetecia. Então tive que me virar pra não extrapolar nas porcarias e me agarrei nas frutas, que eram bem aceitas.

Confesso que nesse período não deu pra curtir a gravidez. Lembrei das histórias que ouvi e li que maldiziam a gestação. Lembrei que até então eu as achava muito estranhas, porque as sensações ruins não poderiam pesar tanto diante da magia de gerar uma vida em seu ventre. E, de fato, não pesam, mas são presentes, marcantes e devem ser ditas.

E foi diante desse quadro que fiz meus primeiros exames de pré-natal. Os exames clínicos indicam que está tudo dentro da normalidade comigo. Série branca, série vermelha, glicose, colesterol, tudo ok. Chega então a hora de avaliar a “bolotinha” e vamos à ultrassonografia.

Sem palavras, não há como expressar esse sentimento! Uma coisinha de apenas 21 mm já tem estruturas perfeitas e um coração pulsando a 174 batimentos por minuto. Tudo cai por terra, qualquer sentimento ruim, qualquer hesitação, qualquer dúvida. Edu e eu ficamos boquiabertos, mudos e tomados de amor um pelo outro e ambos por nosso filhote.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Dar e receber

Banheira da minha sobrinha, que será usada pela 4ª criança.

Eis aqui um dos meus temas favoritos no momento: o troca-troca de objetos infantis usados. Usados é brincadeira né, a maioria é no máximo semi-nova e eventualmente nunca foi usada, pois a criança espichou antes do esperado.

Sim, tem aqueles pais que querem tudo novinho, com cheiro de loja, e não chegam a aproveitar os pertences nem de um filho para o outro. Pois bem, acho que sou o extremo oposto desse perfil. Como a terceira filha de minha família, aproveitei o que podia e não podia dos meus irmãos mais velhos. Os clássicos, que ainda guardo na memória, são: o berço, a minha primeira bicicleta e os livros da escola.

Hoje com uma boa condição de vida, meus pais começaram sua vida a dois com muito pouco e, sem saber, suas atitudes foram o principal pilar para os valores que carrego no peito. A formação profissional fortaleceu ainda mais minha posição, agregando novos valores ao princípio do “não desperdício”. Fortalecimento das relações interpessoais, economia de recursos naturais, aumento da vida útil dos materiais e diminuição da produção de lixo lideram minha longa lista de vantagens atribuídas ao uso dos “usados”.


Essa é uma cultura que sempre existiu entre nós, mas que certamente, como tantas outras, vem perdendo força nesse nosso estranho sistema que insiste em botar o lucro acima de tudo. A palavre de ordem é “compre, compre, compre”. Porém, contrariando o sistema, fico bem feliz quando alguém me oferece os pertences que foram do filho.


Nesse aspecto, podemos dizer que nosso filhote está bem servido. Os amigos já nos ofereceram carrinho de passeio, cadeirinha de papinha, canguru e até cadeirinha para o carro, que vamos deixar com nossos pais, pois nos desapegamos de nosso carro há uns sete anos e assim pretendemos continuar.


Se a criaturinha que carrego no ventre for menina, herdará para o resto da vida os pertences da nossa sobrinha e afilhada Mariana, que hoje tem um ano de vida. Se for menino, também terá muita roupinha herdada dos filhos de primos e amigos. Então vamos aguardar a tão esperada e ainda tão distante ultra que nos dirá o sexo do bebê!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Presentes, presentes!



Lá se foi o primeiro mês de gestação e, com ele, a esperança de escapar das agruras do primeiro trimestre. Os enjôos matinais chegaram com força total e às vezes se estendem até o meio da tarde.

Ironia é ter que passar por isso em plena fase dos excessos. Bem quando aquele pedaço a mais de panetone não pesaria tanto na consciência, ou mesmo aquela rabanada extra estaria liberada. Nada disso foi possível. O Natal e o Ano Novo foram na base da dieta involuntária e completamente sem lógica. O alimento da vez era aquele que a mente aceitava minimamente, o que não garantia que o estômago seria cúmplice da mesma aceitação.

A notícia de nossa gravidez chegou como um grande presente de Natal para todos os familiares e amigos. Como estamos juntos há muito tempo e somos um casal bem unido, nada mais esperado pelas pessoas que nos cercam do que a ampliação da família, uma das grandes expressões de nossa cultura. E por falar em cultura, nos dias de hoje presentes são retribuídos com: PRESENTES! Sim, nosso filhote já ganhou vários, mesmo sendo um recém-embrião. Brinquedinho, um macacãozinho mais lindo que o outro, bodys foférrimos, mantinha, toalhinha...

Apesar de minha veia ambientalista e anti-consumista, confesso que o sentimento que me toma ao receber cada presente é de ter a certeza que sou uma pessoa abençoada, que essa criança já é cercada de amor, além de poder contar com os recursos materiais necessários pra ter um desenvolvimento saudável. Não dá pra ignorar que certas posturas “ecologicamente corretas” são muito mais fáceis de serem encaradas por que já tem uma estrutura material concreta. Imaginem se uma mãe com pouco ou nenhum recurso financeiro iria se preocupar em ganhar mais roupinha para o seu filho do que ele possa precisar?


Mas reflexões socioambientais à parte, ainda estou longe de ter que me preocupar com as quantidades. No momento, curto os presentinhos e sigo alimentando a lista de “coisas da bolotinha”.