quarta-feira, 30 de maio de 2012

Feliz da vida



Queridos amigos!

É com muita alegria que escrevo hoje. Faz um mês e meio que passei por uma cirurgia de emergência pra evitar que o bebê nascesse antes do tempo. O pós-cirúrgico era uma incógnita, que poderia variar entre ser bem sucedido sem nenhum transtorno ou provocar contrações e não evitar o trabalho de parto prematuro.

Não dá pra dizer que não passei por nenhum transtorno nesse período, mas todos foram de fundo emocional, com implicações fisiológicas no meu corpo e sem nenhuma complicação pra gestação. Nosso garotão tá ótimo, com 28 semanas de barriga e já tem 35 cm e pesa mais de 1kg.

Com tudo correndo bem, a Drª Léa já vai me liberar aos poucos para voltar às minhas atividades normais, desde que pegue leve e não passe por situações de estresse.  Já não passo mais os dias na cama e hoje dei uma caminhadinha na rua. Foi o máximo!

Agradeço muito o carinho de todos :-)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Agraciada e agradecida



Era dia de sessão Bolotinha na Drª Maria Teresa e estávamos animados pra ver nosso filhote. Dessa vez a ultra era morfológica, o que nos garantia 2 horários da agenda da médica. Quase um média metragem! Seguindo as orientações de livros e conhecidas, taquei 2 bombons pra dentro, pra deixar o bichinho animado e assim poder ver mais os seus movimentos, com detalhes de todos os ângulos.

Funcionou! O chocolate atiçou o moleque na medida certa e ele deu um show na telinha. Após as medições feitas no bebê a médica constatou que estava tudo bem com ele, porém desconfiou de uma complicação no meu útero. Então fez uma ultra complementar que confirmou sua suspeita. Eu estava com o colo do útero encurtado, o que na prática significa que era como se estivesse entrando em trabalho de parto aos 5 meses de gestação. Todo cuidado era necessário para evitar a evolução desse quadro, que poderia resultar em um aborto tardio.

Em uma demonstração de profissionalismo rara de se ver nos dias atuais, a Drª Maria Teresa foi muito criteriosa em seu exame, zelosa no trato comigo e atenciosa ao fazer contato com minha médica, garantindo que eu sairia de lá direto para o consultório dela.

Sentimentos confusos. Vivenciava uma mistura de tranquilidade, por ver meu bebê bem e sadio, com preocupação, por não saber direito como garantir que ele continuasse bem.

No exame clínico a médica constatou o encurtamento do colo e me diagnosticou com um tipo raro de deficiência denominado IIC (incompetência istmo cervical). Parece que o problema atinge 1 em cada 1000 mulheres e representa uma fragilidade muscular do colo, que vai cedendo com o peso da barriga. Como resultado, a grande maioria das mulheres que apresentam esse problema só o descobrem depois de 1 ou mais abortos tardios sem explicação. Nesse caso, não há contração, nem dor, nenhum sintoma. Assim, quando a mulher percebe que há algo de errado e procura socorro médico, o filho já está nascendo, porém muito novinho e sem condições de se manter fora do útero.

Ao saber disso, vivenciei um verdadeiro estado de graça, pois se Deus não existe, o acaso foi simplesmente divino comigo. O universo conspirou a nosso favor e garantiu que eu estivesse no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas para contornar um problema que eu nem mesmo suspeitava ter. Desde então dou graças a Deus todos os dias pela graça que recebi.

Como medida preventiva fui submetida a uma cirurgia chamada cerclagem, que consiste em costurar o colo do útero para evitar que se abra. Superado o risco cirúrgico, me mantenho em repouso absoluto para garantir que meu filhote continue no Planeta Barriga até que tenha condições de habitar o planetinha azul.

sábado, 12 de maio de 2012

Mamães existem




Em homenagem ao dia das mães, hoje me desvio dos textos autorais para publicar uma historinha fofa que recebi do meu irmão. O autor é desconhecido, mas é genial.

O CÉTICO E O LÚCIDO ...

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.

O primeiro pergunta ao outro:

- Você acredita na vida após o nascimento?

- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento.
Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.
Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível.  E comer com a boca? É totalmente ridículo!
O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa:
A vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto.

- Na verdade, certamente há algo.
Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida.
E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.

- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.

- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. 
Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela…