Ok! Confesso que sou ansiosa, mas
até que me controlo direitinho com a ajuda de minha terapeuta – hihihi. Mas no
que se refere à gravidez tenho me dado alta das seções e às vezes permito que a
mente avance algumas casas, pra planejar capítulos ainda distantes.
De vez em quando me pego pensando
em como será o chá de bebê, como fazer pra evitar os descartáveis, servir
comidas saborosas e ao mesmo tempo saudáveis. Isso sem falar em vôos maiores,
chegando a pensar em detalhes dos primeiros dias do bebê após retornar da
licença maternidade. É gostoso imaginar, desde que o pensamento não ultrapasse para
a fronteira da preocupação por antecipação. Quando chega perto, já corto logo e
volto a curtir o presente.
Aquele coraçãozinho batendo é
como uma canção, que me pego cantarolando sem perceber e fico bestiando
distraída. Mas são as mesmas batidas que fincam meus pés no chão. Deixo
novamente o presente e me transporto para o momento de seu nascimento. Como
será? Ele terá a assistência necessária? Bons médicos, um bom hospital? Ops,
ultrapassei a fronteira! Mas nesse caso não teve jeito. Assim, pus-me a
refletir sobre a questão. Um equívoco com meu plano de saúde deixou em dúvida
minha cobertura mais ampla, e a única garantia que tinha no momento era de uma
cobertura simples em maternidades modestas.
Mas e quem não tem plano? E se eu
mesma não tivesse plano nenhum? Estaria fadada a um risco muito grande? É
incrível, mas esse quadro de insegurança me despertou uma percepção
maravilhosa. Simplesmente senti que não devo entregar integralmente minhas
condições de parto ao ato médico e à estrutura hospitalar. Sou eu a figura mais
responsável pela qualidade do meu parto, não só após o início das contrações,
mas desde o momento da concepção. Toda maneira como trabalho meu corpo e minhas
emoções é preponderante para me garantir o nascimento de uma criança saudável,
já que eu estou saudável e os exames apontam que o desenvolvimento embrionário
segue em condições normais.
Daí por diante foi só começar a
pesquisar mais sobre o assunto e curtir os meus primeiros preparativos para um
bom parto!
Sobre o plano de saúde, depois
que eu relaxei, recebi deles a autorização pra ter a cobertura diferenciada,
com uma rede maior e melhor de hospitais. Sobre minha caminhada em busca da
sustentabilidade, espero que um dia não tenhamos que ter planos de saúde, que
aqueles que não podem pagar tenham acesso a condições iguais de assistência à
saúde e finalmente que nos apropriemos mais de nossa saúde, que sejamos mais
conhecedores do nosso corpo e possamos conduzi-lo a um estado de bem-estar, sem
condicioná-lo prioritariamente ao ato médico.