sábado, 12 de maio de 2012

Mamães existem




Em homenagem ao dia das mães, hoje me desvio dos textos autorais para publicar uma historinha fofa que recebi do meu irmão. O autor é desconhecido, mas é genial.

O CÉTICO E O LÚCIDO ...

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.

O primeiro pergunta ao outro:

- Você acredita na vida após o nascimento?

- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento.
Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.
Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível.  E comer com a boca? É totalmente ridículo!
O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa:
A vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto.

- Na verdade, certamente há algo.
Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida.
E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.

- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.

- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. 
Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela…


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